O que lhe dói mesmo é a alma

Maria do Socorro  nasceu em um berço muito humilde, no interior do Ceará. Passou fome, passou sede, viveu de tudo e desde cedo o desamor esteve presente no seu peito. Seu pai alcoólatra, sua mãe franzina, sua terra sem gado, sem luxo, não tinha nem mato. Sentia dores no peito na adolescência, precisou operar o coração. Ao melhorar ela se arriscou, foi para a capital ser babá, empregada e humilhada. Encontrou um homem, Geraldo era bonito, meigo, mulherengo e marinheiro. Teve um filho, casou com o homem, mas ele não casou com ela. Teve uma filha.

Era um dia quente como todos os dias em Fortaleza, era um dia triste, como todos os dias daquela mulher. As fofocas, as intrigas e as mentiras. A vizinha fulana de tal tinha acabado de comprar uma nova geladeira, só poderia ter um amante, ou então seu filho estava envolvido no tráfico de drogas…

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