Se é colar cartazes, isso eu faço

BLASFÉMIAS

Ontem, a caminho de férias, passei no centro de Madrid às 4 da manhã espanholas. Há muitos anos que não vou a Madrid, só passo a cidade pelos túneis que ligam a A–6 à A–3, rumo a um habitual cantinho do Mediterrâneo ibérico. Saltou à vista o cartaz “refugees welcome” no Palacio Cibeles. Porque haveria alguém de desejar receber refugiados? A existência de refugiados não significa que estas pessoas escapam a alguma coisa? E, se escapam a alguma coisa, porque haveriam de suportar o sentimento racista dos que cá estão, preparado para demonstrar o quão bom nós somos por os recebermos, colocando um pindérico cartaz num edifício icónico e lavando as mãos com a chegada dos que consideramos pobres coitados – cá está o racismo – por não terem onde cair mortos?

Colocar cartazes é fácil. Mais difícil é oferecer a piscina pública e voluntárias para sexo consensual, para combater…

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